Apesar de mutações, omicron provocou sintomas leves até agora

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Em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, publicada ontem, Angelique Coetzee, clínica-geral há 33 anos e presidente da Associação Médica da África do Sul, disse que os pacientes que atendeu com a variante ômicron do novo coronavírus (Sars-CoV-2) apresentaram apenas sintomas leves. A especialista ressaltou, no entanto, que ainda é necessário mais tempo para confirmar as informações e os dados a respeito da nova cepa.

Coetzee foi a responsável pelo primeiro alerta às autoridades sobre a variante ômicron do coronavírus, recém-descoberta na África do Sul. Ela disse que ficou intrigada com os sintomas “incomuns” e mais leves apresentados pelos pacientes que a procuraram no consultório em Petroria.

“O sintoma mais comum é fadiga intensa por um ou dois dias, seguido de dores no corpo”, disse em entrevista ao periódico britânico. “Algumas pessoas também se queixam de garganta arranhando e uma tosse seca não contínua, que vai e volta”.

Em comunicado, a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que estudos sugerem que a nova cepa aumentaria a chance de uma pessoa que já tenha sido contaminada de voltar a ser infectada. Mas a agência admite que ainda desconhece o impacto da nova mutação.